Veja o que se sabe sobre o caso do vereador que agrediu mulher com garrafa após ela recusar sentar com ele em restaurante em MG

  • 15/04/2026
(Foto: Reprodução)
Vídeo mostra mulher ferida após agressão com garrafa em restaurante de MG O vereador Eduardo Genro do Juvenal (PL), da cidade de Leandro Ferreira, no Centro-Oeste mineiro, foi preso após agredir uma mulher com uma garrafa dentro de um restaurante na cidade. O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) e pela Polícia Civil como lesão corporal qualificada, perseguição, importunação sexual e injúria. Em nota, o advogado do vereador, Rafael Lino, disse que não vai se manifestar publicamente sobre o caso, por se tratar de um processo que tramita em segredo de justiça. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste no WhatsApp A seguir, veja o que já se sabe sobre o caso: Quem são vítima e agressor? Agressor e vítima se conheciam? Quando aconteceu a agressão? Quais são as provas encontradas? Por quais crimes o agressor pode responder? O que falta esclarecer? Quem são vítima e agressor? Eduarda Brandão, mulher agredida com uma garrafa de vidro por Eduardo Cézar Lobato Fonseca, tem 25 anos e mora na zona rural de Leandro Ferreira com a avó e um filho menor, que necessita de cuidados especiais. O vereador Eduardo Cézar Lobato Fonseca (PL), conhecido como 'Eduardo Genro do Juvenal', de 41 anos, é o suspeito de agressão. Na última eleição, Eduardo foi eleito pelo PL com 136 votos, 4,8% dos votos válidos. Segundo dados publicados nas últimas eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o parlamentar é natural de Pitangui (MG), casado e atua como produtor agropecuário. O vereador não declarou renda. Em seu nome, há uma empresa registrada em 2013, na área de produção musical, atualmente com situação cadastral baixada. Agressor e vítima se conheciam? Segundo relato da vítima no boletim de ocorrência, ela conhece o vereador 'de vista', por morarem em uma cidade pequena. A vítima relatou que nunca teve um relacionamento com o agressor, mas afirmou que há dois meses ele a tem perseguido em vários lugares e, inclusive, enviou mensagens pelo aplicativo WhatsApp de outras pessoas. Ela afirmou estar incomodada com o comportamento insistente do vereador e o assédio. Quando aconteceu a agressão? Eduarda relatou aos policiais que estava com mais seis amigos em um restaurante no centro de Leandro Ferreira na noite do dia 6 de abril. O vereador passou acompanhado por outras pessoas, a viu no local e também entrou. Ele foi até a mesa dela, sem ser convidado, e a chamou para se sentar com ele. A vítima e os amigos chegaram a mudar de lugar para evitar contato com o vereador que, diante das negativas dela, jogou uma garrafa em seu rosto, provocando um corte na têmpora. Testemunhas afirmaram em depoimento que, mesmo após o ataque, o vereador continuou a agredi-la verbalmente e tentou intimidá-la. Ele negou, em depoimento, a agressão, e chegou a relatar que ela o teria machucado com as unhas, o que não foi confirmado. Quais são as provas encontradas? Testemunhas confirmaram a versão da vítima e relataram a agressão dentro do restaurante. Há também o registro policial com o relato detalhado da ocorrência e imagens que mostram a vítima ferida após o ataque. Segundo o Boletim de Ocorrência, a versão do vereador de que não havia a agredido não foi sustentada por provas imediatas. Por quais crimes o agressor pode responder? O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) e pela Polícia Civil como lesão corporal qualificada, perseguição, ameaça por mais de uma vez, importunação sexual e injúria. Eduardo Cézar foi preso em flagrante com base na lei Maria da Penha e a Câmara Municipal de Leandro Ferreira decretou a licença temporária e sem remuneração do parlamentar enquanto ele estiver detido. A vítima afirma que, apesar de estarem no mesmo local, ela e o agressor não estavam juntos. Por viverem em uma cidade pequena, se conheciam informalmente e, segundo ela, nunca tiveram nenhum tipo de relacionamento. O que falta esclarecer? A investigação ainda deve aprofundar a análise das provas, ouvir mais testemunhas e avaliar todos os elementos do caso. A Justiça também vai decidir sobre o pedido de liberdade do vereador e, ao fim do processo, definir eventual responsabilização criminal. LEIA TAMBÉM: Mulher agredida por vereador com garrafa de vidro em MG considera deixar cidade: ‘Minha vida acabou’ Vítima de vereador teme ser morta: 'Disse que não daria nada' Vereador ameaçou mulher mesmo depois de agredi-la com garrafa em MG Vereador de Leandro Ferreira, Eduardo Cézar Lobato Fonseca (PL), está preso Reprodução/Redes Sociais VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2026/04/15/veja-o-que-se-sabe-sobre-o-caso-do-vereador-que-agrediu-mulher-com-garrafa-apos-ela-recusar-sentar-com-ele-em-restaurante-em-mg.ghtml


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