'Só queremos justiça', diz família de jovem que desapareceu e foi encontrada morta na Grande BH
22/10/2026
(Foto: Reprodução) Família de Beatriz Vitória pede por justiça
"Uma menina alegre, era a princesa nossa aqui". É com uma mistura de saudade e revolta que a família de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, lembra da jovem, encontrada morta nesta quarta-feira (21), na zona rural de Jaboticatubas, na Grande BH. Ela estava desaparecida desde 9 de outubro.
Conhecida como Bia, a vítima trabalhava em uma loja de materiais para festas e, segundo os parentes, era conhecida na cidade. Agora, em meio às lembranças, familiares pedem justiça.
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"Olha o que eles fizeram com ela... Nós só queremos justiça! Eles têm que pagar pelo que eles fizeram, essa covardia com minha sobrinha", disse Ângela Maria Pereira Neves, tia de Beatriz.
Nesta quinta-feira (22), a Polícia Civil informou que investiga a morte da jovem como feminicídio premeditado (leia mais abaixo). O ex dela, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual namorada dele, Carla Luiza da Silva, de 23, foram presos por suspeita de envolvimento no crime.
"A Bia era só alegria [...]. [Ela] entusiasmava todo mundo. Por isso, está doendo tanto... Ela vai fazer falta, ela vai fazer muita falta", afirmou Maíra Eduarda Neves, prima de Beatriz.
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Feminicídio premeditado
A Polícia Civil investiga o assassinato de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota como feminicídio premeditado. Em coletiva de imprensa, a instituição informou que a cova onde o corpo foi enterrado havia sido preparada antes de a vítima e os suspeitos chegarem ao local.
A PC também divulgou que o cadáver foi localizado após o depoimento de uma adolescente de 15 anos, amiga do casal investigado (leia mais abaixo). Conforme os investigadores, ela também estava no carro no momento em que Beatriz foi buscada no bar.
A causa da morte ainda será determinada pelo Instituto Médico Legal (IML). De acordo com o boletim de ocorrência, as mãos da vítima estavam amarradas com um pedaço de arame. Perto da cova também foram encontrados um chinelo, a capinha de celular da vítima e uma pacote de soda cáustica.
Depoimento de adolescente ajudou nas buscas
Os investigadores chegaram até adolescente depois de identificarem contradições nos relatos iniciais dos suspeitos e obterem informações de que ela saberia o paradeiro da vítima.
Ouvida na presença do pai, a jovem admitiu o receio de sofrer retaliações por parte do casal, mas colaborou com as equipes e se prontificou a guiar os policiais até o local onde o corpo foi enterrado, de acordo com a Polícia Civil.
Segundo o relato da adolescente, Carla enviou uma mensagem avisando que iria buscá-la em casa junto com Samuel de carro. De lá, foram encontrar Beatriz perto de um bar para conversar. Ainda conforme a jovem, Samuel ligou para a vítima e pediu que ela fosse até o automóvel.
Beatriz sentou-se no banco traseiro do veículo. Durante o trajeto de cerca de 20 minutos até a região conhecida como "Terra dos Portugueses", o casal discutiu com a vítima sobre desavenças anteriores.
Ao chegarem a uma área de lotes vagos, os suspeitos desceram do automóvel e foram até um matagal. Cerca de 30 minutos depois, os dois retornaram sem Beatriz, mantendo silêncio no caminho de volta.
A adolescente que prestou depoimento é tratada como testemunha e, até o momento, não há indícios de que ela teve participação no crime.
Investigação em andamento
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A Polícia Civil apontou que o crime pode estar relacionado com desavenças entre a vítima e a atual namorada de Samuel. O suspeito também possui histórico prévio de violência doméstica.
Os celulares de todos os envolvidos foram apreendidos e encaminhados para análise pericial. A conclusão sobre a real motivação do assassinato depende do avanço das investigações.
Dia do desaparecimento
Conforme o boletim de ocorrência, na noite de 9 de outubro, Beatriz estava em um bar com amigos, no bairro Bosque dos Coqueiros, quando um carro parou no local, por volta das 19h.
Ela foi até a janela do veículo para conversar com os ocupantes e, antes de entrar no automóvel, avisou aos colegas que voltaria em alguns minutos.
À TV Globo, a irmã de Beatriz, Giovanna Neves de Castro, contou que a jovem teria ficado "bastante nervosa" ao receber uma ligação enquanto estava no estabelecimento.
"Ela pediu cinco minutos para ir até a rua de baixo para encontrar alguém e disse que, se não voltasse, para irem atrás dela. Após ela não retornar, os amigos foram atrás dela e não souberam mais do paradeiro", relatou a familiar.
Segundo informações apuradas pela TV Globo, Beatriz ainda voltou ao bar antes de desaparecer e relatou que estava com medo porque havia uma mulher que ela não conhecia dentro do carro. Em seguida, saiu novamente.
Os amigos também afirmaram à polícia que ouviram pessoas de dentro do carro insistindo para ela entrar. Em seguida, o veículo foi embora, e a jovem não foi mais vista.
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Reprodução/TV Globo
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