Mulher que fez sinal universal de socorro em MG tem cortes e marcas de objetos arremessados, diz delegada
20/03/2026
(Foto: Reprodução) Homem é preso por violência doméstica no bairro Cidade Jardim, em Uberlândia
Com apenas três meses de relacionamento, a mulher de 31 anos agredida pelo próprio companheiro, de 34, na quarta-feira (18) durante o horário de almoço do trabalho, em Uberlândia, enfrentava diversas situações de ameaça, calúnia, intimidação e constrangimento. A informação foi repassada pela delegada Lia Valechi que afirmou que a vítima tem marcas de cortes e de lesões causadas por objetos arremessados contra ela, incluindo um banco de madeira quebrado contra as costas dela durante agressões anteriores.
“Ela apresenta diversas lesões e cicatrizes, algumas compatíveis com agressões com faca, além de outras decorrentes de objetos arremessados e agressões como socos e murros.
A situação só teve fim na quarta, quando a vítima conseguiu pedir ajuda ao fazer o sinal universal de socorro para vítimas de violência doméstica ao retornar ao Praia Clube, onde os dois trabalhavam. O homem foi preso e encaminhado para a delegacia.
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Ele teve a prisão em flagrante confirmada pelos crimes de ameaça, violência psicológica e lesão corporal contra mulher.
Segundo a delegada, um crime de dano também será investigado, já que o suspeito destruiu diversos móveis da casa da vítima.
“Apesar do pouco tempo de relacionamento, ainda no início do segundo mês o suspeito passou a adotar comportamentos agressivos, como ameaças, calúnia, intimidação e constrangimento da vítima no próprio local de trabalho”, afirmou a delegada.
Além disso, as ameaças, determinações com grave ameaça para cumprir a vontade dele entre outros”, ressaltou Lia Valechi.
Em nota, o Praia Clube informou que prestou apoio imediato à colaboradora e reforçou o compromisso com a segurança e o bem-estar dos funcionários. Leia a íntegra do posicionamento ao final da reportagem.
Delegada ressalta atenção de colegas
Delegada Lia Valechi comentou sinal universal e postura de colega ao perceber a situação de risco
TV Integração/Reprodução
A delegada Lia Valechi destacou a importância da atenção de colegas de trabalho e da população em geral. Segundo ela, reconhecer sinais de socorro pode evitar que casos de violência tenham consequências ainda mais graves.
"É muito importante a atuação desses colegas de trabalho. Foi essa pessoa que percebeu o sinal que ela estava fazendo ali, de que estava em risco, em perigo, que possibilitou que ela não fosse ainda mais agredida ou algo pior acontecesse com ela. Então foi muito importante essa atenção e é isso que a gente pede a população. Que esteja sempre atento, porque pode ser que uma mulher esteja numa situação de risco e esteja tentando demonstrar e que isso pode salvar a vida de uma mulher", comentou.
As investigações iniciais apontam que o homem já aguardava a vítima do lado de fora da empresa e que ela vinha sendo submetida a agressões físicas, ameaças e coação ao longo do relacionamento.
O que disse o clube
"O Praia Clube reafirma seu compromisso com a segurança, a dignidade e o bem-estar de todos as suas colaboradoras. Ao sermos procurados por uma de nossas colaboradoras diante de uma situação de violência doméstica sofrida em casa, nossa equipe agiu prontamente para garantir sua proteção.
A colaboradora fez o sinal universal de vítima de violência doméstica para a segurança do clube, que ofereceu todo o suporte necessário imediatamente, acompanhando a profissional na busca por seus direitos e facilitando o contato imediato com as autoridades competentes.
Entendemos que o ambiente de trabalho deve ser um local de acolhimento. Por isso, o Praia Clube lamenta o ocorrido e reforça que todas as suas colaboradoras têm o apoio da instituição.
Praia Clube Uberlândia
18 de março de 2026."
Como fazer o sinal internacional de socorro
O sinal universal de socorro para vítimas de violência doméstica surgiu a partir da campanha internacional #SignalForHelp. O gesto é uma forma silenciosa e discreta de pedir ajuda em situações de violência contra a mulher. Ao reconhecê-lo, pessoas ao redor podem identificar que a vítima está em risco e precisa de apoio imediato.
O sinal é feito com movimentos simples e rápidos:
Primeiro, a pessoa levanta a mão com a palma voltada para fora
Em seguida, dobra o polegar em direção ao centro da mão
Por fim, fecha os demais dedos sobre ele, como se estivesse “escondendo” ou “prendendo” o polegar
A orientação é que, ao identificar o gesto, a testemunha aja de forma rápida e acolhedora, busque ajuda e acione a Polícia Militar pelo telefone 190.
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O sinal de socorro foi criado durante a pandemia por uma fundação canadense de apoio às mulheres, para que a vítima peça ajuda sem que o agressor perceba
Reprodução/RBS TV