Gabriel quer ser 'o governador das ferrovias' e defende administração descentralizada de BH; candidato foi ao MG1 de Juiz de Fora

  • 05/09/2026
(Foto: Reprodução)
Gabriel Azevedo é entrevistado no MG1 de Juiz de Fora Gabriel Azevedo, do MDB, candidato a governador de Minas Gerais nas eleições 2026, esteve nos estúdios da TV Integração, em Juiz de Fora, neste sábado (5). Ele foi o último entrevistado da série do MG1 que trouxe aos telespectadores as propostas dos postulantes ao governo mais bem colocados na pesquisa Quaest divulgada no dia 25 de agosto. Em 30 minutos, Gabriel foi questionado sobre os principais assuntos de seu plano de governo para Minas Gerais e para as regiões da Zona da Mata e Campo das Vertentes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT) e Mateus Simões (PSD) já também foram entrevistados na semana. Cleitinho Azevedo (Republicanos) faltou à entrevista. Gabriel Azevedo (MDB) em entrevista ao MG1 de Juiz de Fora Letícia Damasceno/TV Integração Infraestrutura Sobre infraestrutura, o candidato do MDB destacou a importância das ferrovias para Minas Gerais e afirmou que quer ser o “governador das ferrovias”. Apesar disso, ele reconheceu que as obras ferroviárias são caras e demoradas, mas defendeu que elas sejam iniciadas mesmo que não sejam concluídas durante um mandato.d “É caro, é caro, mas cara, não fazer demora, demora mais e não começar. Ferrovia é um tipo de obra que eu vou começar e não vou inaugurar.” Como exemplo, citou o trecho ferroviário entre Juiz de Fora, Matias Barbosa, Três Rios e Rio de Janeiro e afirmou que a ferrovia poderia atender tanto ao transporte de cargas quanto ao de passageiros. “Vou pegar um exemplo se a gente sai Juiz de Fora, Matias Barbosa, Três Rios, Rio de Janeiro. Nós temos um braço férreo que vai ajudar demais a região. E ele se bifurca em Três Rios, para além Paraíba e Cataguases. Não estou falando só de carga, não. Estou falando de gente.” O candidato também afirmou que pretende buscar recursos federais para projetos ferroviários e defendeu diálogo com o governo federal, independentemente do partido do presidente. “E o meu compromisso é com o recurso que está disponibilizado no governo federal. Tem R$ 20 bilhões em Brasília esperando projeto de ferrovia. Não pode ficar brigando com o presidente. Seja qual for o presidente de qualquer partido, a gente tem que conversar.” Além do trecho entre a Zona da Mata e o Rio de Janeiro, Gabriel afirmou que pretende implantar uma ligação ferroviária entre Miguel Burnier, Ponte Nova, Viçosa, Ubá, Muriaé e Porto Açu. “Já imaginou o que é uma linha férrea dessa para alguém que está produzindo móvel em Ubá? Para quem produz móvel em Ubá. Eu preciso de ter essa exportação do produto com mais competitividade e mais dinheiro no bolso.” Na sequência, ele afirmou que também pretende atuar na infraestrutura rodoviária e defendeu mudanças nos contratos de manutenção das estradas. “Quero ser o governador das ferrovias, mas quero cuidar das rodovias também, sabe? É importantíssimo a gente mudar a forma de contratos, mas pela manutenção, não só ficar metendo a mão no bolso das pessoas por pedágio.” Administração pública Ao falar sobre administração pública, Gabriel defendeu a criação de um Governo Regional para valorizar as características de cada região de Minas Gerais. A proposta, segundo ele, é diminuir a quantidade de pessoas que trabalham na Cidade Administrativa e levar essas pessoas para mais perto das regiões. “Hoje, o governador pode nomear cerca de 4.000 pessoas livremente ali e trazer essas pessoas para a proximidade. Seriam quatro pessoas por região. São 40, ou seja, nem quase 1% do que está em Belo Horizonte.”, disse Gabriel afirmando que a medida permitiria manter um projeto e um olhar do governador em cada região. Ele também citou o acompanhamento de obras e questionou se os recursos e os prazos definidos para as regiões estão sendo efetivamente acompanhados. “É obra sendo acompanhado o tempo inteiro. Será que o que aconteceu em relação a chuva é o valor determinado para aquela região? De fato, está acompanhando prazo? Para quando chover de novo a gente não vê as mesmas cenas porque a obra não atrasou.” Por fim, afirmou que o Governo Regional teria como objetivo garantir a utilização dos recursos nas próprias regiões, além de estabelecer parcerias com universidades. “Ou seja, o Governo Regional é garantir que o recurso seja utilizado no lugar para que a gente tenha parceria com as universidades para potencializar o que já há de bom naquele lugar e, claro, para fazer o dinheiro da região fluir pela região e o imposto a ser utilizado naquele local.” Economia Gabriel afirmou que a sua proposta é fazer a economia avançar e tornar os setores mais competitivos, considerando a vocação de cada região. “Mas essa é uma atitude de fazer a roda girar para o lado certo. Não é simplesmente incentivar, simplesmente desburocratizar. É tornar os nossos setores mais competitivos e entendendo a vocação da região.” Como exemplo, citou Ibitipoca e o turismo, destacando a gastronomia, a natureza, o serviço e as potencialidades locais. “Ali soubemos usar a gastronomia, a potencialidade local, a natureza e o serviço.” Segundo ele, a valorização dessas potencialidades pode gerar empregos para pessoas que antes não tinham oportunidades. “Você agrega vários valores e isso traz o emprego. Uma pessoa que está ali naquela região e às vezes não tinha oportunidade, passa a ter porque houve potencialidades envolvida.” Ele afirmou que Minas Gerais tem muitas riquezas e defendeu uma mudança na forma de aproveitar os recursos do estado. “Minas Gerais é um lugar rico demais. O que eu quero é mudar esse conjunto de fases em que a gente teve o ouro, exporta o ouro, não fica nada. Educação Gabriel Azevedo criticou a discussão sobre escolas cívico-militares e afirmou que, na visão dele, a prioridade na escola deve ser garantir a presença de professores e, na segurança pública, de policiais. “Eu fico vendo o governo falar de escola cívico militar, enquanto no presídio está faltando polícia, Zona da Mata. Comigo é o óbvio: para aluno é professor, para bandido é polícia.” Ele também criticou a chegada de estudantes ao ensino superior sem domínio de conhecimentos básicos. “Pior quando esse aluno sai do ensino médio e vai para a universidade sem saber interpretar um texto, sem saber somar, multiplicar, escrever bem.” Segundo ele, essa deficiência faz com que professores universitários precisem ensinar conteúdos básicos em vez de se concentrarem nas disciplinas específicas. “Eu, ao invés de lecionar o Direito Constitucional, a teoria geral do Estado, o planejamento urbano, que eu também sou professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, eu tenho que ensinar a ler.” Ele afirmou que o estudante deve concluir o ensino médio preparado para seguir para o mercado de trabalho ou para a universidade. Como proposta, ele defendeu o acompanhamento da aprendizagem dos alunos e citou o programa Aprender em Rede, da Prefeitura de Juiz de Fora. Por fim, defendeu a participação de universidades e instituições da Zona da Mata no apoio aos estudantes e professores. “E a gente pode contar com grandes universidades e instituições que a Zona da Mata tem, como a UFJF, como a UFV. Para garantir que esses alunos universitários ajudem os alunos das escolas e os professores a terem mais didática. Esse é o nosso compromisso.” Saúde Ao falar sobre saúde, Gabriel Azevedo afirmou que há famílias que aguardam uma notificação para conseguir marcar uma cirurgia e destacou o impacto da demora. “Tem família que fica esperando a notificação chegar no celular para marcar a cirurgia. São duas dores, porque às vezes o parente morre antes da mensagem chegar e quando ela chega, a pessoa fica se perguntando o que teria sido daquela família se a mensagem tivesse chegado antes.” Ele afirmou que pretende cuidar dessas famílias com transparência e permitir que elas acompanhem a posição na fila e o local onde serão operadas. “A família vai saber em que lugar está na fila, onde essas pessoas vão ser operadas." Como medidas para reduzir as filas, ele citou a participação de hospitais filantrópicos e a realização de mutirões. Ele afirmou que o atendimento precisa ir além da realização de exames e incluiu a organização da fila e do transporte entre as medidas necessárias. “Ter mais do que o exame. Tem a questão de desafogar o atendimento da fila transparente do percurso completo. Não adianta você receber a notícia que tem uma cirurgia esperando uma outra cidade se o transporte não está garantido.” Na área de medicamentos, defendeu uma distribuição mais inteligente, especialmente para idosos, e citou a dificuldade de buscar remédios. “Tem que ter inteligência na distribuição do medicamento, sobretudo para os idosos. Tem uma mãe, uma tia idosa que eu cuido vez ou outra. Ir buscar o medicamento é um desafio. Você tem que ter um sistema de entrega mais inteligente.” O candidato também defendeu o uso da tecnologia na saúde, sem perder o caráter humano do atendimento. Ele também defendeu a oferta de atendimento especializado nas cidades do entorno para evitar que pacientes precisem se deslocar até Juiz de Fora em casos mais leves. Ao final, afirmou que considera a saúde uma prioridade e destacou a importância de Juiz de Fora. “Levo a saúde muito a sério e a nossa saúde está contando com matéria-prima mental de Juiz de Fora.” Segurança pública Na área de segurança pública, Gabriel apresentou a proposta de criação de uma central integrada de combate à criminalidade, com foco em inteligência e integração entre as forças policiais. “Uma central integrada de combate à criminalidade, de inteligência para combater a criminalidade. Polícia Militar e Polícia Civil têm que ir junto com a Polícia Federal. O governo estadual tem que trocar dados o tempo inteiro com o governo federal.” O candidato ainda defendeu o uso de inteligência no combate aos criminosos, com foco também nos recursos financeiros do crime, e falou sobre a necessidade de impedir a atuação de facções dentro dos presídios. “A gente tem que ter o combate a esses criminosos com inteligência, secar o dinheiro do crime e a prisão não pode ser um escritório de facção criminosa.” Para o combate à violência contra a mulher, ele apresentou a proposta de feminicídio zero e criticou a aplicação de medidas protetivas sem outros mecanismos de proteção. Ele defendeu o uso de tornozeleiras eletrônicas para pessoas que possam cometer o crime e afirmou que o Estado precisa agir antes da violência. “Tem que ter tornozeleira em quem pode cometer o crime, porque o Estado tem que chegar antes do criminoso.” Ele também falou sobre a necessidade de combater o machismo como forma de prevenção ao feminicídio. “Sabe onde é que começa o feminicídio? No machismo, em homem que acredita que mulher é objeto, que é para casar e ficar calada, que é para cuidar de casa e de mais ninguém.” Segundo ele, o combate ao feminicídio também passa por falar sobre o respeito às mulheres e pela liberdade para que elas possam conduzir a própria vida. “Mulheres, sabe como é que a gente começa a acabar com o feminicídio? Falando em voz alta que homem tem que respeitar a mulher, que mulher tem que ser o que quiser, que tem que ter vida livre.” Ele afirmou ainda que pretende criar uma rede de proteção e de recomeço para mulheres vítimas de violência que precisem deixar suas casas. “E aí nós criamos uma rede de proteção e uma rede de recomeço. A mulher que sofreu a violência em casa e tem que sair dali, ela tem que recomeçar. Nossa proposta é uma rede de apoio, esse recomeço.” Diversidade Ao falar sobre diversidade, o candidato afirmou que a orientação sexual não é uma escolha e defendeu o respeito às pessoas. “Aliás, não é sobre querer, é sobre ser. Ninguém escolhe a orientação sexual e tem que ser respeitado por isso.” Ele também defendeu o combate ao preconceito racial e o respeito a indígenas e quilombolas. Para isso, citou a criação de um observatório da diversidade e destacou a educação como primeiro ponto. “Temos que ter o combate grave ao preconceito racial. Temos que respeitar indígenas, quilombolas e como que a gente vai fazer isso tudo com o observatório dessa diversidade? Primeiro, educar.” Segundo ele, a postura dos políticos também pode influenciar o comportamento da sociedade. “Se o político tem uma postura respeitosa, ele lidera a sociedade a respeitar os outros também.” Considerações finais Gabriel Azevedo faz considerações finais no MG1 de Juiz de Fora LEIA TAMBÉM: Kalil defende revisão de subsídios a grandes empresas para reduzir dívida de MG; candidato foi entrevistado no MG1 de Juiz de Fora ‘Mudança total’, propõe Patrus Ananias sobre regulação de vagas na saúde em MG em entrevista ao MG1 de Juiz de Fora Cleitinho Azevedo falta à entrevista do MG1 desta quarta-feira em Juiz de Fora Mateus Simões é entrevistado no MG1: ‘Saúde completamente diferente em Juiz de Fora nos próximos anos', promete candidato VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata

FONTE: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/eleicoes/2026/noticia/2026/09/05/gabriel-quer-ser-o-governador-das-ferrovias-e-defende-administracao-descentralizada-de-bh-candidato-foi-ao-mg1-de-juiz-de-fora.ghtml


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