Corpos de vítimas de acidente na BR-251 foram levados para BH por estarem carbonizados
25/05/2026
(Foto: Reprodução) Corpos de vítimas de acidente na BR-251 chegam ao IML de BH
Os corpos das vítimas do acidente entre um ônibus e uma carreta na BR-251, em Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, precisaram ser transferidos para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte por causa do estado de carbonização.
A informação foi confirmada pelo delegado regional da Polícia Civil, Douglas Ferraz Veloso. Segundo o delegado, os corpos serão analisados pelo setor de antropologia forense da Polícia Civil, na capital mineira, para tentar identificar as vítimas por meio de exames biológicos.
“Tem o IML de Taiobeiras, que é o posto médico legal. Só que os corpos, por eles estarem carbonizados, não é possível fazer necrópsia da forma comum, da forma conhecida. Então eles foram encaminhados para o setor de antropologia forense da Polícia Civil para lá poder fazer exames, através de material biológico, para poder tentar identificar sexo, idade e quem eram as pessoas que estavam naquele momento dentro do ônibus”, afirmou Douglas.
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Os corpos das vítimas percorreram uma distância de 689 km, entre o IML de Taiobeiras e o IML de Belo Horizonte. Uma viagem de carro que dura aproximadamente 9h.
O delegado também explicou a dificuldade do trabalho pericial.
“Isso é o que nós temos. Nós temos fragmentos de corpo. A gente não tem um corpo completo”, completou.
Polícia acredita haver nove mortos
Inicialmente, as autoridades informaram que oito pessoas haviam morrido no acidente. No entanto, a Polícia Civil passou a considerar a possibilidade de uma nona vítima fatal após cruzar informações sobre os passageiros.
“Tinha a possibilidade de serem oito pessoas. Agora, olhando a lista dos passageiros do veículo, está acrescentando que haveria nove passageiros ausentes em entradas em hospitais. Então hoje a gente já não trabalha mais com oito vítimas fatais. A gente eleva esse número para nove, porque é o que nós temos até o presente momento: nove passageiros que não deram entrada em hospitais na nossa região”, disse o delegado.
Sobreviventes serão ouvidos pela Polícia Civil
Ainda de acordo com Douglas Ferraz Veloso, a Polícia Civil já ouviu parte dos envolvidos no acidente, mas aguarda a recuperação dos sobreviventes para aprofundar as investigações.
“A Polícia Civil conseguiu entrevistar o motorista do ônibus, bem como um casal que estava no hospital. Ele colheu algumas informações. Só que como eles estavam internados, a gente aguarda a liberação para depois essas pessoas comparecerem à delegacia”, explicou.
Polícia investiga saída de segundo motorista do local
A investigação também tenta esclarecer a conduta do segundo motorista do ônibus, que deixou o local após o acidente. Ele teria pegado carona com outro motorista.
“Mas tem que analisar por que ele fugiu. Se ele ainda ajudou a prestar socorro, por que deixou o local, tentar entender essa dinâmica, o que realmente aconteceu. Se teria feito consumo de algum tipo de bebida ou algum tipo de medicamento e ficou com medo”, afirmou o delegado.
Entenda o acidente na BR-251
O acidente foi registrado no km 234 da BR-251, em Santa Cruz de Salinas, por volta das 4h30 deste domingo (24). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve uma colisão frontal entre um ônibus e uma carreta carregada com peças automotivas e sucatas.
Após o impacto, os veículos pegaram fogo e ficaram completamente destruídos. A rodovia precisou ser totalmente interditada durante o atendimento da ocorrência.
O ônibus saiu de São Bernardo do Campo, em São Paulo, com destino a Aracaju, em Sergipe. Já a carreta seguia de Fortaleza, no Ceará, para Piracicaba, no interior paulista.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o coletivo transportava 15 passageiros e dois motoristas. A carreta era ocupada apenas pelo condutor, que foi encontrado com vida e socorrido pelo Samu.
As vítimas fatais estavam no ônibus e ficaram carbonizadas após o incêndio. Outras nove pessoas foram resgatadas e levadas para hospitais da região.
Entre os sobreviventes estão o motorista do ônibus, de 41 anos, além de idosos e outros passageiros com escoriações, dores e suspeitas de fraturas. Um casal relatou aos socorristas que precisou pular do ônibus para escapar das chamas.
As ferragens ficaram completamente retorcidas, o que dificultou o trabalho de resgate, desencarceramento e identificação das vítimas. Inicialmente, os bombeiros confirmaram cinco mortes, mas o número aumentou ao longo do atendimento da ocorrência.
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Carlos Eduardo Alvim/ TV Globo
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