Chuvas causam prejuízo de mais de R$ 50 milhões ao comércio de Juiz de Fora, aponta balanço
07/03/2026
(Foto: Reprodução) Calçadão da rua Halfeld, em Juiz de Fora, é um dos pontos onde o comércio mais sofreu com as chuvas
TV Integração/Reprodução
Os prejuízos causados pelas chuvas ao comércio, ao atacado e ao setor de serviços de Juiz de Fora já chegam a R$ 50 milhões, segundo estimativa do Sindicato Empresarial do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio).
A tragédia deixou 65 mortos e mais de 8.500 desabrigados e desalojados no município.
Mais de 250 lojistas foram diretamente afetados pelos temporais que atingiram a cidade. Os dados, de 23 de fevereiro a 4 de março, fazem parte do Relatório de Impacto Econômico divulgado pela entidade na quinta-feira (5).
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp
O levantamento foi feito por meio de questionários e contou com a participação de 277 empresários e comerciantes. O relatório detalha danos estruturais e prejuízos financeiros enfrentados pelo setor após os temporais.
Entre as áreas mais afetadas estão ruas da região central e bairros próximos, como Floriano Peixoto (parte baixa), Batista de Oliveira, Marechal Deodoro (parte baixa), rua Francisco Bernardino e avenida Brasil, na região da Beira-Rio.
Cenário critico para pequenas empresas
A pesquisa aponta que o cenário é mais crítico para os pequenos negócios. O perfil predominante entre os estabelecimentos afetados é de empresas de pequeno porte, que representam 81,5% da amostra. Já o setor de varejo concentra 75,9% dos negócios atingidos pelas chuvas.
Segundo o relatório, 60% dos estabelecimentos tiveram danos graves, com perda de estoques, móveis e equipamentos. Outros 12,7% registraram danos leves, enquanto 3,6% relataram perda total ou danos estruturais nos imóveis.
O prejuízo financeiro também é significativo:
63,6% dos comerciantes estimam perdas de até R$ 50 mil;
Para 14,5% dos entrevistados, os prejuízos variam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.
A recuperação também é dificultada pela falta de proteção financeira: 81,8% dos lojistas não têm seguro empresarial.
Além disso, 83,6% dos estabelecimentos funcionam em imóveis alugados, o que aumenta a pressão sobre o orçamento dos empresários.
Prioridades de ajuda para comerciantes
A principal necessidade apontada por 72,7% dos entrevistados é a liberação de crédito bancário. Os lojistas também citaram outras demandas urgentes:
Orientação jurídica (10,9%);
Reforço na segurança (9,1%);
Limpeza e retirada de entulho (7,3%);
Materiais de limpeza (5,5%).
Ainda conforme o levantamento, 65,5% dos empresários apontam o acesso ao crédito como o principal desafio administrativo neste momento.
Risco de fechamento de empresas
Sem medidas emergenciais, o risco de encerramento das atividades aumenta. O estudo aponta que 40% dos empresários temem endividamento severo, e 16,4% admitem risco de fechar as portas.
Outros 14,5% afirmam que podem realizar demissões. No total, cerca de 30% dos negócios enfrentam risco direto de fechamento ou redução de funcionários.
LEIA TAMBÉM:
Como solicitar os benefícios emergenciais em Juiz de Fora e região
Donos de pequenos negócios afetados pela chuva em Juiz de Fora e região terão apoio do Sebrae Minas; veja como
ASSISTA TAMBÉM: Temporal deixa prejuízos no comércio de Ubá e Juiz de Fora
Temporal deixa prejuízos no comércio de Ubá e Juiz de Fora
VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes